Quais áreas são possíveis de tratar com o bioestimulador de colágeno?

Postado em: 13/01/2022

Aplicação de bioestimulador de colágeno em consultório de dermatologia

Atualizado em 21 de setembro de 2026.

Uma das perguntas que mais recebo no consultório é sobre os bioestimuladores de colágeno: o que são, para que servem e qual a diferença entre os tipos disponíveis. É um dos recursos que costumo indicar dentro do conjunto de tratamentos para rejuvenescer a pele do rosto, sempre com o objetivo de resultados naturais, elegantes e progressivos, nunca de uma mudança brusca na aparência.

O que são bioestimuladores de colágeno?

São substâncias aplicadas na pele com o objetivo de estimular a própria produção de colágeno, a proteína responsável por sustentar e dar firmeza à pele. Com o passar dos anos, essa produção natural diminui, e é aí que rugas, linhas de expressão e flacidez começam a aparecer.

Hoje trabalho com três tipos principais de bioestimuladores de colágeno: hidroxiapatita de cálcio, ácido L-polilático e policaprolactona. Cada um tem características próprias, e a escolha depende da queixa, da região a tratar e da avaliação que faço na consulta.

Antes de indicar qualquer um dos três, converso sobre o histórico de saúde da paciente, uso de medicações e expectativas com o tratamento. Gestantes, lactantes e pessoas com determinadas condições dermatológicas ativas na região a ser tratada costumam precisar de avaliação mais cuidadosa, e em alguns casos o procedimento é adiado até que o quadro esteja estável.

Hidroxiapatita de cálcio

É um composto sintético, com aspecto de gel leitoso, usado como preenchimento não permanente. Seu maior uso é na correção de sulcos mais intensos da face e no preenchimento das mãos, sempre com o objetivo de devolver um aspecto natural, nunca de alterar radicalmente as feições.

Por sua função dupla, esse produto também estimula a produção de colágeno enquanto preenche, o que o torna uma opção considerada também para celulite e flacidez corporal, a depender do quadro de cada paciente. De modo geral, costumo indicar de 2 a 3 sessões, com intervalo de um mês entre elas, e a durabilidade pode chegar a cerca de 2 anos.

Ácido L-polilático

Diferente do anterior, este produto não é um preenchedor: ele age diretamente na bioestimulação, sendo aplicado em uma camada específica da pele para provocar a produção de colágeno e favorecer a regeneração do tecido.

Pode ser indicado para diferentes áreas:

  • Rosto: pescoço, papada, queixo, bochechas e contorno facial, suavizando de forma indireta as linhas de expressão;
  • Corpo: coxas, glúteos, abdômen e braços, com foco na melhora de celulite e estrias relacionadas à flacidez.

O procedimento costuma ser bem tolerado, e é habitual o uso de pomada anestésica antes da aplicação. Na minha experiência, costumo indicar ao menos três sessões, podendo considerar uma sessão por década de vida da paciente, sempre de acordo com a avaliação clínica individual. Os resultados costumam permanecer em torno de 2 anos, atuando na melhora de rugas, flacidez e textura da pele.

Policaprolactona

Faz parte de uma geração mais recente de bioestimuladores, oferecendo de forma imediata a correção por preenchimento (volumização) somada à ação de sustentação da bioestimulação ao longo do tempo. É uma aplicação que esculpe e restaura o volume perdido no processo natural de maturidade da pele.

Como todo procedimento estético, a indicação e a quantidade de sessões dependem de avaliação individual. Não trabalho com protocolo padrão para todas as pacientes: cada pele tem seu ritmo de produção de colágeno, e é isso que determino na consulta antes de propor qualquer plano de tratamento.

Em algumas pacientes, associo o bioestimulador a outros cuidados da minha proposta de Dermatologia 360°, como o acompanhamento da rotina de proteção solar e hidratação, já que o resultado do procedimento depende também dos cuidados diários com a pele, não só da sessão em si.

Perguntas frequentes

Qual bioestimulador de colágeno é o mais indicado para mim?

Depende da região a tratar, da queixa principal e do seu tipo de pele. Defino isso na consulta de avaliação, explicando as diferenças entre hidroxiapatita de cálcio, ácido L-polilático e policaprolactona antes de propor qualquer plano.

A aplicação de bioestimulador de colágeno dói?

É um procedimento praticamente indolor, e o uso de pomada anestésica antes da aplicação costuma deixar a experiência ainda mais confortável.

Quanto tempo dura o resultado?

Varia conforme o produto escolhido, podendo permanecer em torno de 2 anos em alguns casos. É um resultado progressivo, que aparece ao longo das sessões e não imediatamente após a aplicação, respeitando o ritmo natural de produção de colágeno de cada pele.

Existe alguma contraindicação?

Gestação, lactação e infecções ativas na área a ser tratada costumam exigir avaliação mais cuidadosa antes da aplicação. Por isso, a consulta prévia é sempre parte do processo, nunca uma etapa dispensável.

Converse comigo sobre bioestimuladores de colágeno

Sou Roberta Simão Lopes Cury, MÉDICA, CRM-SP 161113, RQE 89948 (Dermatologia), e atendo na Clínica Indermatologia, no Jardim Paulista, em São Paulo. Cada paciente tem um tipo de pele e uma carência diferente na produção de colágeno, por isso a recomendação adequada só acontece depois de uma avaliação presencial. Agende sua consulta e vamos conversar sobre qual caminho faz sentido para você.

Dra. Roberta Lopes

CRM: 161113/SP
RQE: 89948 – Dermatologia