O que faz uma dermatologista?

Postado em: 22/09/2021

Consulta com dermatologista avaliando a pele

Atualizado em 21 de setembro de 2026.

É comum ouvir que dermatologista é “médica de espinha e ruga”, mas o trabalho que faço no consultório vai muito além disso. Vou explicar aqui o que abrange a minha rotina como dermatologista e em quais situações vale a pena marcar uma consulta.

O que faço no consultório

Sou responsável por diagnosticar, tratar e prevenir doenças da pele, cabelo e unhas, além de orientar sobre queixas estéticas relacionadas à pele. Isso inclui desde condições que pedem investigação clínica até acompanhamento de rotina, sempre olhando para a saúde da pele como um todo, não só para o sintoma pontual. Atendo pacientes de diferentes idades, desde queixas que começam na adolescência, como a acne, até cuidados mais ligados ao processo natural de envelhecimento da pele.

Qualquer alteração na pele, mucosas ou cabelos é motivo válido para uma avaliação. Separei por grupo os pontos que mais me trazem pacientes ao consultório.

Condições da pele, cabelo e couro cabeludo

Boa parte da minha rotina envolve investigar queixas como queda de cabelo, suor excessivo ou excesso de pelos, descamação e coceira na pele, além dos diferentes graus de cravos e espinhas. São situações que costumam ter causa hormonal, genética ou ligada a hábitos de cuidado, e a avaliação clínica é o que define o tratamento mais adequado para cada caso.

Lesões e sinais que pedem atenção

Queimaduras solares, feridas que demoram para cicatrizar e pintas com mudança de cor, formato ou tamanho entram nessa categoria. São queixas que costumo avaliar com mais cuidado, já que podem sinalizar algo que precisa de investigação complementar, incluindo exames de imagem da pele.

Queixas estéticas relacionadas à pele

Também atendo queixas como celulite, estrias e rugas, dentro do que chamo de dermatologia estética. Mesmo nesses casos, avalio primeiro se existe algo clínico por trás da queixa antes de indicar qualquer procedimento.

Meu olhar para o câncer de pele

Uma das partes mais importantes do meu trabalho é o rastreamento de câncer de pele, hoje a neoplasia mais comum no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O tipo não melanoma responde pela grande maioria dos diagnósticos e tem letalidade baixa quando identificado e tratado a tempo, embora possa deixar sequelas estéticas quando negligenciado. O melanoma é bem mais raro, mas exige atenção redobrada pelo potencial de se espalhar para outras partes do corpo.

É por isso que costumo insistir com as pacientes sobre o mapeamento de pintas e sinais na pele, mesmo quando não há queixa nenhuma no momento da consulta. Uso a dermatoscopia como parte dessa avaliação, um exame que permite observar detalhes da pele que não são visíveis a olho nu e ajuda a decidir se uma lesão precisa de biópsia ou apenas de acompanhamento.

Fatores como exposição solar acumulada ao longo da vida, histórico familiar de câncer de pele, pele clara e número elevado de pintas aumentam o risco e costumam pesar na frequência de acompanhamento que recomendo para cada paciente.

Quando procurar uma avaliação

A maioria das pacientes só me procura quando o problema já está instalado, mas prevenção costuma ser o melhor caminho em dermatologia. Se você notar qualquer alteração na pele, não vejo motivo para adiar a consulta. E mesmo sem queixa nenhuma, recomendo pelo menos uma avaliação anual, como parte de uma rotina preventiva de cuidado com a pele.

Na primeira consulta, costumo levantar o histórico de saúde da paciente, hábitos de exposição solar, uso de medicações e queixas anteriores, além de examinar a pele de forma completa, não só a região que motivou a consulta. Esse olhar mais amplo é o que permite identificar, muitas vezes, algo que a própria paciente ainda não tinha notado.

Perguntas frequentes

Com que frequência devo ir ao dermatologista?

Recomendo pelo menos uma consulta por ano, mesmo sem queixas, como parte de uma rotina preventiva. Quem tem histórico familiar de câncer de pele ou muitas pintas costuma precisar de acompanhamento mais frequente, que defino na avaliação.

Dermatologista só cuida de questões estéticas?

Não. A maior parte do meu trabalho envolve diagnóstico e tratamento de condições clínicas da pele, cabelo e unhas, incluindo o rastreamento de câncer de pele. As queixas estéticas são parte do atendimento, mas não o todo.

Toda pinta que muda de aparência é grave?

Nem sempre, mas qualquer mudança de cor, formato, tamanho ou borda merece avaliação. Só o exame presencial permite dizer se é algo benigno ou se precisa de investigação adicional.

Converse comigo sobre a saúde da sua pele

Sou Roberta Simão Lopes Cury, MÉDICA, CRM-SP 161113, RQE 89948 (Dermatologia), e atendo na Clínica Indermatologia, no Jardim Paulista, em São Paulo. Seja por uma queixa específica ou pela avaliação anual preventiva, agende sua consulta e vamos cuidar da saúde da sua pele.

Dra. Roberta Lopes

CRM: 161113/SP
RQE: 89948 – Dermatologia