Qual a importância do uso do protetor solar para evitar câncer de pele e rugas?
Postado em: 16/01/2026

Atualizado em 21 de setembro de 2026.
Protetor solar é provavelmente o item mais importante da rotina de cuidados com a pele, e ainda assim é um dos mais negligenciados. Vou explicar aqui por que insisto tanto nesse hábito com as minhas pacientes e como costumo orientar o uso correto.
O que o sol faz com a pele
Os raios UV danificam as fibras de colágeno da pele, e esse dano é cumulativo e irreversível ao longo da vida. É por isso que costumo dizer que quanto antes a paciente incorpora o hábito de proteção solar, menos ela sente os efeitos negativos com o tempo. Os dois principais riscos ligados à exposição solar sem proteção são o envelhecimento precoce da pele e o câncer de pele.
No Brasil, o sol é o principal agente relacionado ao câncer de pele, que representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Um ponto que costumo esclarecer na consulta é que dias nublados ou chuvosos não dispensam a proteção: os raios UV atravessam as nuvens e atingem a pele mesmo sem sol aparente.
Também reforço que o hábito vale em qualquer estação do ano, não só no verão. Ambientes internos com exposição a janelas e o uso prolongado de telas também contribuem com uma parcela de radiação que se acumula ao longo do tempo, embora em intensidade bem menor do que a exposição direta ao ar livre.
Benefícios do uso regular
Entre os benefícios que costumo destacar na consulta estão:
- Prevenção do envelhecimento precoce da pele;
- Redução do risco de manchas, sardas e sinais de flacidez ligados à exposição solar;
- Prevenção do câncer de pele.
Como costumo orientar o uso
A orientação que dou com mais frequência é: uso diário, com reaplicação a cada 3 horas de exposição direta, e não apenas no rosto, mas em todas as áreas do corpo expostas ao sol. A primeira aplicação deve ser feita pela manhã, antes de sair de casa, e reforçada ao longo do dia conforme a rotina de cada paciente.
Nem todo protetor solar serve para todo tipo de pele. O produto ideal deve proteger contra raios UVA e UVB e ser adequado às características de cada pele, que pode ser oleosa, seca ou mista, além de variar bastante em tom e quantidade de melanina. Peles mais claras costumam ser mais vulneráveis à exposição solar, e o tempo de exposição também influencia na escolha do fator de proteção mais adequado. De modo geral, recomendo um FPS acima de 30, mas o ideal para cada caso costumo definir na consulta.
Também costumo orientar sobre a textura mais indicada para cada tipo de pele: peles oleosas costumam se beneficiar de fórmulas mais leves, com toque seco, enquanto peles secas toleram bem texturas mais cremosas. Para quem usa maquiagem, existem versões com cor que ajudam a unificar o tom da pele sem abrir mão da proteção, e vale reforçar que o produto usado no dia anterior perde eficácia: a reaplicação diária é sempre necessária.
Perguntas frequentes
Preciso usar protetor solar em dia nublado?
Sim. Os raios UV atravessam as nuvens e continuam atingindo a pele, mesmo sem sol aparente. O hábito precisa valer para todos os dias, não só para os dias de sol forte.
Qual FPS devo usar?
De modo geral, recomendo FPS acima de 30, mas o ideal depende do seu tipo de pele e do tempo de exposição solar. Esse ajuste fino costumo fazer na consulta.
Com que frequência devo reaplicar o protetor solar?
A recomendação geral é reaplicar a cada 3 horas de exposição direta ao sol, e sempre após transpiração intensa ou contato com água.
Converse comigo sobre o protetor solar ideal para você
Sou Roberta Simão Lopes Cury, MÉDICA, CRM-SP 161113, RQE 89948 (Dermatologia), e atendo na Clínica Indermatologia, no Jardim Paulista, em São Paulo. O protetor solar mais adequado depende do seu tipo de pele e da sua rotina. Agende sua consulta e vamos definir juntas o que faz sentido para você.
Dra. Roberta Lopes
CRM: 161113/SP
RQE: 89948 – Dermatologia